Deixando de lado o pressentimento da morte, entre outros infortúnios sensatos, a vida é boa, e até por demais! Muitos apontamentos tem sido levantados pela arte no sentido contrário - o que para uma mente pueril, esta obra estaria incluída - fato, este, que acaba adestrando nos seres sensíveis uma espécie de resignação para com a dor, ou antes, uma resignação ultraromântica, "arcaica", logo, nada transgressora.
Bom, muitos já estariam se perguntando aonde quero chegar!... Entretanto, não creio ser o caso de chegar a algum lugar o da vida humana e deste prefácio em prol do vasto vácuo. Ambos são haicais no espaço.
Questões relacionadas ao nascimento, ao amor, a alma e a morte fizeram mentes mais sãs e instruídas pirarem. E creio que as mesmas cumpriram o seu papel que inclusive permanece em branco.
O motivo de sujar estas folhas é sobretudo o de saber no que posso vir a ser bom. E como o leitor padrão pode ainda não ter notado o fato de quebrar paradigamas é de suma importância para uma obra que pretende ser ao menos relativamente original. Todavia este processo não pode ser operado no vazio completo. Aí, talvez, entra certa utilidade deste livro.
Sempre: escritores, filósofos, artistas e poetas, operaram de modo a fixar uma inspiração ou mesmo de modo sistemático - que estaria mais próximo da transpiração. Alguns uniram o inútil ao desagradável e são os que geralmente denominamos gênios. Poderia citar vários: Balzac, Walt Disney. Eu, não podendo ser um, nem outro, me fiz num sentido inverso e difuso que para muitos estaria próximo do vazio; mas não é. Logo peço que não se deixem levar pelas medidas estabelecidas de perfeição.
O ser humano é um animal com inevitável impulso para o crime, o luto e o remorso, segundo a Bíblia e alguns filósofos, ora lúcidos, ora doentes, alemães. Os poetas, estes não contam, são seres que se encontram no mais alto patamar desta sórdida escala.
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Indolente, pseudo-suicida e individualista, meu caráter poético foi moldado por Shakespeare, Sade, Werther e pelos desregramentos rimbaudianos. Creio agora ter posto um fim, mesmo que ilusório, a esta comédia maravilhosa de erros.
Cristão por imposição, monárquico por aspirar as coisas fortes e belas e pagão por misticismos e firulagens; minha pessoa foi esculpida até então em formas disformes e antagônicas. O paradoxo. O dúbio. William Wilson. Narciso. Paciente de Lacan.
Descrente para comigo e os outros; ao mesmo tempo imensurável sonhador. Pretendo ser para além-túmulo. Fixar meu espectro de desastres no coração de outros igualmente hienas.
Identificação, esta é a chave! E representar esta geração não é um trabalho, digamos, fácil. Tem que ser carente, ruim. Mas, não podendo operar no vazio. Sendo assim, venho me trabalhando, há muito, fascinante labirinto.
Bom, muitos já estariam se perguntando aonde quero chegar!... Entretanto, não creio ser o caso de chegar a algum lugar o da vida humana e deste prefácio em prol do vasto vácuo. Ambos são haicais no espaço.
Questões relacionadas ao nascimento, ao amor, a alma e a morte fizeram mentes mais sãs e instruídas pirarem. E creio que as mesmas cumpriram o seu papel que inclusive permanece em branco.
O motivo de sujar estas folhas é sobretudo o de saber no que posso vir a ser bom. E como o leitor padrão pode ainda não ter notado o fato de quebrar paradigamas é de suma importância para uma obra que pretende ser ao menos relativamente original. Todavia este processo não pode ser operado no vazio completo. Aí, talvez, entra certa utilidade deste livro.
Sempre: escritores, filósofos, artistas e poetas, operaram de modo a fixar uma inspiração ou mesmo de modo sistemático - que estaria mais próximo da transpiração. Alguns uniram o inútil ao desagradável e são os que geralmente denominamos gênios. Poderia citar vários: Balzac, Walt Disney. Eu, não podendo ser um, nem outro, me fiz num sentido inverso e difuso que para muitos estaria próximo do vazio; mas não é. Logo peço que não se deixem levar pelas medidas estabelecidas de perfeição.
O ser humano é um animal com inevitável impulso para o crime, o luto e o remorso, segundo a Bíblia e alguns filósofos, ora lúcidos, ora doentes, alemães. Os poetas, estes não contam, são seres que se encontram no mais alto patamar desta sórdida escala.
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Indolente, pseudo-suicida e individualista, meu caráter poético foi moldado por Shakespeare, Sade, Werther e pelos desregramentos rimbaudianos. Creio agora ter posto um fim, mesmo que ilusório, a esta comédia maravilhosa de erros.
Cristão por imposição, monárquico por aspirar as coisas fortes e belas e pagão por misticismos e firulagens; minha pessoa foi esculpida até então em formas disformes e antagônicas. O paradoxo. O dúbio. William Wilson. Narciso. Paciente de Lacan.
Descrente para comigo e os outros; ao mesmo tempo imensurável sonhador. Pretendo ser para além-túmulo. Fixar meu espectro de desastres no coração de outros igualmente hienas.
Identificação, esta é a chave! E representar esta geração não é um trabalho, digamos, fácil. Tem que ser carente, ruim. Mas, não podendo operar no vazio. Sendo assim, venho me trabalhando, há muito, fascinante labirinto.
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Quanto a forma já que muitos poderão chegar a puritana conclusão que a maioria das poesias em versos que compõe este livro deveriam ter sido escritas em prosa: não é de hoje que diversas obras tem revelado o quanto tênue pode vir a ser a fronteira entre as mesmas. Reafirmo esta prática por iconoclastia e por ainda desconhecer à fundo diversas diretrizes metódicas do ofício. Estes dois fatores somados resultaram nas composições que aí vão; o que de maneira alguma me torna menos poeta. Creio friamente nisto.
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Apreciem as flores. Um buquê de apreciadores é o suficiente. Sem mais.
